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ADUEMS sugere e COUNI aprova Moção Contra a Violência aos Povos Indígenas em Mato Grosso do Sul!

ADUEMS sugere e COUNI aprova Moção Contra a Violência aos Povos Indígenas em Mato Grosso do Sul!

A UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) publicou em seu site oficial, nesta terça-feira (28), Moção de Repúdio à violência do Estado contra os Povos Indígenas de Amambai-MS. A sugestão da publicação foi feita pelo presidente da Aduems (Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), Professor Esmael Machado, durante reunião do Conselho Universitário (COUNI). De acordo com o Presidente Esmael Machado a impunidade precisa ser denunciada. “É de suma importância que a UEMS se posicione oficialmente e engrosse a voz de todos que pedem por justiça. Temos a segunda maior população indígena do Brasil e não podemos aceitar inertes tantos ataques”, disse. Confira na íntegra a NOTA DA UEMS: O Conselho Universitário da UEMS repudia veementemente o uso beligerante de força estatal no dia 24 de junho no Tekoha Gwapo’y Mi Tujury, município de Amambai, Estado de Mato Grosso do Sul. A UEMS sempre esteve ao lado dos irmãos indígenas e, com sentimento de indignação, assume a responsabilidade social de defender a dignidade, a cidadania e a vida dos povos originários da nossa terra. Destarte, este Conselho Universitário espera a intervenção da Assembleia Legislativa de MS visando o julgamento político necessário para mitigar a dor daqueles que choram a morte de Vitor Fernandes, 42 anos, e das centenas de crianças, jovens, adultos e idosos que vivem com medo na sua terra. A UEMS está de luto! Laércio Alves de Carvalho Reitor da UEMS Vídeo da reunião do COUNI:

Vidas Indígenas IMPORTAM!

Vidas Indígenas IMPORTAM!

Nota de apoio aos povos indígenas de Mato Grosso do Sul. O cerco permanente contra indígenas promovido em Mato Grosso do Sul resultou em mais um episódio de violência, segundo a Aty Guasu, principal entidade representativa dos Guarani Kaiowá. Militares e pistoleiros, invadiram sem ordem judicial uma fazenda e mataram a tiros um jovem Kaiowá, na retomada do território Guapoy, no município de Amambaí (MS). Infelizmente o cenário de impunidade tem se alastrado e estamos vivenciando episódios caóticos, como o recente assassinato do jornalista inglês, Dom Phillips e o indigenista da FUNAI, Bruno Araújo. Continuam a matar nossos povos originários e defensores da causa indígena de forma brutal, como se nosso país fosse “terra sem lei”. Nossa voz é uma só, moramos no estado que possui a segunda maior população indígena do Brasil e assistimos constantemente ataques aos direitos de moradia, demarcação de terras e vida digna. Os conflitos estampam as capas dos jornais e o sangue escorre nas mãos de muitos que não aceitam direitos constitucionais. Dessa vez, lamentavelmente, acompanhamos o despreparo da força policial, que agiu de forma truculenta e sem preparo de mediação do conflito, nossa defesa sempre será uma segurança pública imparcial e que defenda a vida acima de tudo. Crianças, jovens e mulheres Kaiowá foram machucados e humilhados em uma operação dentro de um território indígena deles subtraído, perdemos mais uma vida e ressaltamos que essa ação não foi acompanhada pela Polícia Federal e nem pela FUNAI, a quem cabe por direito a intervenção nessas áreas. O indígena morto por três perfurações de balas de arma de fogo é mais uma vítima de uma situação que já conta com mais de 11 feridos, entre eles duas jovens Kaiowá de 22 e 13 anos. O cerco realizado na última sexta-feira contou com um aparato de 100 policiais. Assim como várias entidades, movimentos sociais e sindicais de todo o país nós engrossamos a voz na solicitação para a retirada da PM da região e clamamos pelo fim do conflito e mortes! Exigimos que haja rigorosa investigação sobre a falta do mandato policial, da Polícia Federal no caso e também o porquê houve uso desmedido de força e armamentos. Não queremos mais que episódios como o de 2016, conhecido como massacre contra os Guarani Kaiowá, no município de Caarapó (MS), se repitam. Não toleramos tanto desmando em nosso país! Seguimos em defesa dos povos e territórios indígenas de nosso país! Direção da ADUEMS Segunda-feira (27/06/2022)

ADUEMS realiza entrevistas e roda de conversas presenciais com pré-candidatos ao Governo do Estado!

ADUEMS realiza entrevistas e roda de conversas presenciais com pré-candidatos ao Governo do Estado!

A primeira rodada presencial acontecerá na próxima quinta-feira (30). A direção da ADUEMS (Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) está empenhada em promover amplos debates com os pré-candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul, no intuito de fortalecer a democracia e também garantir nos Planos de Governo que hajam pontos específicos de valorização da Educação Pública gratuita e da Universidade Estadual. De acordo com o presidente da Aduems, Professor Esmael Machado, estão sendo realizadas entrevistas virtuais e também rodas de conversas presenciais, para que os pré-candidatos possam se posicionar e escutar as reivindicações da sociedade acadêmica do Estado. “Nosso intuito é promover espaços democráticos para que possamos conhecer melhor todos que estão se disponibilizando a governar Mato Grosso do Sul. Queremos conhecer propostas e principalmente garantir que a UEMS seja prioridade da nova administração de nosso Estado”, afirma. Já ocorreram entrevistas on-line e na próxima quinta-feira (30), na UEMS Dourados, será a primeira rodada presencial, realizada em parceria com o DCE (Diretório Acadêmico da UEMS), com a presença dos pré-candidatos ao Governo do Estado e ao Senado, Marquinhos Trad e o Juiz Odilon de Oliveira. A reunião será no Bloco G, às 8h30 e têm como tema: Autonomia Universitária; Orçamento da UEMS e Segurança Alimentar para Comunidade Acadêmica!

Nota sobre a lotação extraordinária dos docentes que concluíram o estágio probatório

Nota sobre a lotação extraordinária dos docentes que concluíram o estágio probatório

Na sessão do COUNI, realizada no dia 15 de junho, a reitoria da UEMS recebeu solicitação da ADUEMS, a respeito da lotação extraordinária dos docentes que concluíram o estágio probatório. Após conclusão do estágio não há admissão de que os docentes possam exercer sua autonomia em relação a definição da carga-horária que devem dedicar as atividades de ensino, em especial no que tange a escolha de disciplinas respeitando o mínimo de 8 horas-aula definido nas normas internas da UEMS e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). O retorno que obtivemos da reitoria foi insatisfatório e sem respaldo normativo. Após argumentar que foi realizada uma análise “pedagógica” e “jurídica” do caso, a assessoria da PROE alegou “impedimento” de atender a nossa reivindicação. Segundo posição firmada pela PROE, na Resolução COUNI-UEMS n˚ 236/2003 constaria que o “remanejamento será feito por ocasião do início do ano letivo”. Toda via, o art. 1º da norma se refere a atribuição de aulas, apenas. Entendemos que a resolução não condiciona a realização do remanejamento docente ao ano letivo, tampouco impede sua convocação a qualquer tempo. O que há, por certo, é uma aparente confusão entre “atribuição de aulas”, “complementação de carga horária” e “remanejamento docente”. Afinal, são esses os elementos disciplinados pela resolução, sumarizados em sua ementa dizendo "Estabelece normas para atribuição de aulas, complementação de carga horária e remanejamento de docentes, no início de cada ano letivo”. De todo modo, foram seis meses de espera desde que a ADUEMS fez a solicitação. Muitos docentes já estão em vias de completar quatro anos em exercício, vários já estão exercendo suas funções em regime de trabalho de Tempo Integral, com Dedicação Exclusiva (TIDE). Agora que a resposta chegou, após a cobrança feita no COUNI, é visível a intenção de deixar a solução do caso apenas para 2023. Isso se antes não vier a prometida reformulação da Resolução CEPE/COUNI 017. Continuaremos batalhando pela resolução definitiva dessa questão e a garantia dos direitos dos docentes da UEMS!

Na luta pela regulação dos critérios para abertura de concurso público na UEMS

Na luta pela regulação dos critérios para abertura de concurso público na UEMS

A ADUEMS vem, através desta nota pública, reforçar que estamos na luta pelos direitos dos docentes da universidade. Quando um professor da UEMS se aposenta, um novo concurso deve ser realizado para repor o quadro de profissionais, porém esse procedimento nunca foi normatizado, apesar de constar no Regimento do COUNI (Resolução COUNI-UEMS nº 146/2000), que deixa claro que à Câmara de Recursos Humanos (art. 51) deve aprovar normas para concurso público, seleção, admissão, avaliação e estágio probatório de docentes, juntamente com o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão. Depois de tanto tempo, a UEMS passa por um momento impar de renovação do seu quadro docente em um processo crescente de aposentadorias. O edital 10/2022-RTR recentemente tornou pública a concorrência por quatro vagas destinadas a reposição de docentes do curso de enfermagem, porém com contrato inicial de 40 horas. A UEMS ganha ou perde ao aposentar um docente em regime de Tempo Integral, com Dedicação Exclusiva (TIDE) e no seu lugar contratar outro com menor salário e que não pode se dedicar exclusivamente à universidade? Após a vitória marcante do sindicato na conquista da ampliação do percentual de docentes que podem atuar no regime de Trabalho em Tempo Integral, com Dedicação Exclusiva (TIDE), o edital 10/2022-RTR deixou muitas dúvidas e serviu de parâmetro para uma indicação da ADUEMS junto ao Conselho Universitário na reunião realizada no último dia 15 de junho. Afinal de contas, as quatro vagas eram ocupadas por docentes em Regime de TIDE. Agora, o curso terá que se adaptar para receber docentes que NÃO TERÃO DIREITO A TIDE pelos próximos três anos. Nesse contexto, indicamos ao Conselho Universitário a necessidade de regular os critérios para abertura de concurso público na UEMS. A nossa proposta é para que haja definição clara sobre a reposição de vagas, especialmente quando decorrentes da aposentadoria de professores em TIDE. Em especial, devido aos possíveis prejuízos que a retirada de docentes com dedicação exclusiva pode trazer a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação. Para, além disso, também devem ser delineados critérios para determinação do quadro de vagas de cada curso da universidade. Veja no vídeo a manifestação sobre o assunto, do nosso presidente, o Professor Esmael Machado, no COUNI:

Manifesto de Solidariedade à luta dos Estudantes: Refeições subsidiadas pela UEMS Já!

Manifesto de Solidariedade à luta dos Estudantes: Refeições subsidiadas pela UEMS Já!

Somos solidários à atual agenda do Diretório Central de Estudantes da UEMS, cujo movimento tem emitido constantes cartas públicas, a exigir respostas imediatas da UEMS para um problema que longa data se estende, se arrasta. Defendemos que a Reitoria da UEMS se empenhe para conquistar recursos orçamentários, de forma a poder alimentar a comunidade estudantil em situação de vulnerabilidade. Cabe destacar que o veículo que movimenta a Universidade não possui rodas, tampouco fica estacionado no pátio da reitoria. Os estudantes é que movimentam os 15 campi da UEMS. Merecem, portanto, atenção prioritária na busca de soluções para suas demandas, como esta da alimentação básica. A prioridade na aplicação de recursos orçamentários, mesmo aqueles oriundos de emendas parlamentares, sempre deveria ser no sentido de garantir o básico aos estudantes, e nada é mais básico do que a garantia de refeições diárias. Exigimos que a reitoria da UEMS não se omita ao problema e exerça a discricionariedade prevista no Termo de Permissão Onerosa nº 002/2022/UEMS, de 21 de fevereiro de 2022. Ou seja, que assuma a reponsabilidade de fornecer as refeições contratadas junto a empresa autorizada a explorar a cantina da UEMS na Unidade Universitária em Dourados. Pelo contrato, a empresa se comprometeu a servir no mínimo 235 refeições por dia, podendo chegar a 300 unidades/dia. Segundo o Contrato, “a critério da Administração e mediante acordo entre as partes será possível abatimento no valor de permissão onerosa de uso em contrapartida ao fornecimento de marmitas/refeições aos alunos em situação de vulnerabilidade”. Três meses se passaram desde o início do contrato e até o momento a comunidade estudantil aguarda que a UEMS firme o subsídio das refeições aos estudantes, conforme previsto naquele documento. Enfatizamos ser inadmissível que a UEMS seja omissa diante da fome que hoje afeta centenas de estudantes, ainda que assistidos pela política de permanência institucional da universidade. Sem garantia imediata de alimentação, o esvaziamento da UEMS é e será cada vez mais visível. A luta dos estudantes da UEMS é justa, uma causa de todos nós. Por assim entender, manifestamos a eles a nossa solidariedade. ADUEMS ANDES – REGIONAL PANTANAL SINASEFE FETEMS SIMTED – DOURADOS SINTEF SINTUEMS

Contra intervenção e em defesa de cursos indígenas, estudantes ocupam reitoria da UFGD

Contra intervenção e em defesa de cursos indígenas, estudantes ocupam reitoria da UFGD

Aduems visitou a ocupação em solidariedade a luta dos estudantes! A ocupação da reitoria da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) segue nesta sexta-feira (10). O movimento contra a extinção da Faind (Faculdade Intercultural Indígena) é realizado pelos acadêmicos do curso de Leduc (Licenciatura em Educação do Campo), que também pedem o fim do processo intervencionista na instituição. Desde a última quinta-feira (10), um grupo de acadêmicos da Leduc estão acampados na instituição. Com faixas, cartazes e colchões espalhados pelos corredores da reitoria, os manifestantes afirmam que a decisão já vinha sendo conversada há algum tempo. O curso funciona em regime de alternância, ou seja, um período deve ser cumprido na universidade e outro com aulas práticas na comunidade. Contudo, a universidade não está conseguindo garantir esses direitos. Além disso, não há nenhuma solução concreta para o impasse. Nesta sexta-feira (10) o presidente da Aduems (Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), Professor Esmael Machado, o Vice-presidente Emerson Canato Vieira, a Professora Adma Cristhina Salles Oliveira e o Professor Milton Pinheiro, presidente em exercício do ANDES-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), estiveram na ocupação em solidariedade aos alunos e ao momento de retirada de direitos, recursos e autonomia das universidades públicas. A ocupação é uma iniciativa dos próprios acadêmicos, que estão exercendo seus direitos enquanto cidadãos e enquanto acadêmicos de uma instituição pública. Nos somamos a esta luta e esperamos que haja um entendimento para manter os cursos da FAIND em funcionamento, pois ambos têm grande impacto na qualidade de vida dos povos do campo e indígenas de Mato Grosso do Sul.

Seminário da Aduems reúne alunos e docentes para debater o cenário da Educação no país

Seminário da Aduems reúne alunos e docentes para debater o cenário da Educação no país

A ação contou com a presença de Milton Pinheiro, presidente em exercício do ANDES-SN. A noite desta quinta-feira (9) foi marcada por um amplo debate organizado pela Aduems (Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), no Sindicato dos Bancários de Dourados, com a presença do Professor Milton Pinheiro, presidente em exercício do ANDES-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior). Diante da escalada de ataques e retrocessos, o ANDES-SN e suas seções sindicais estão em mobilização constante, em defesa do ensino público superior. Além da luta por mais orçamento, as pautas são por melhores condições de trabalho, valorização salarial, concursos públicos e em defesa da autonomia universitária, por conta deste cenário que a Aduems resolveu realizar este Seminário. "A política de cortes nos setores essenciais da vida pública têm sido acentuada e, em especial, para o Ministério da Educação com políticas de contingenciamentos, bloqueios e cortes orçamentários. Desta vez, o corte será de mais de R$ 3 bilhões, o que representa mais de 14,5% do orçamento. É um corte que ataca a capacidade de resolução de demandas das instituições, o que causa bastante impacto no acesso e permanência estudantil, além de impedir que as universidades deem continuidade a projetos de pesquisa e extensão, que aperfeiçoem o sistema de extensão e avanço na pesquisa e que tenham um sistema de ensino que possa planejar o conhecimento de uma forma satisfatória para o conjunto da população e da juventude que tem acesso à Educação pública", avalia Milton Pinheiro, presidente em exercício do ANDES-SN. O docente alerta ainda que, para além dos cortes, há a tentativa de privatizar o ensino superior no Brasil com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 206, que pretende impor a cobrança de mensalidade nas universidades públicas brasileiras. Para ele, é importante fortalecer a unidade de ação para responder aos ataques que prejudicam as instituições. "O ANDES-SN está trabalhando em unidade de ação com as entidades ligadas à Educação e construindo uma jornada de lutas bastante importante. Estamos avançando nas assembleias com essa perspectiva e, agora, com a questão dos cortes teremos, evidentemente, uma resposta pela base da nossa categoria, constituindo um enfrentamento bastante importante", completa. De acordo com o presidente da Aduems, Professor Esmael Machado, o cenário do país exige dos sindicatos muita organização e mobilização para os enfrentamentos necessários. “Estamos enfrentando um dos momentos mais difíceis para a educação pública do país e diante disso precisamos nos reunir, debater e estarmos cientes deste desmonte. A presença do Andes, na figura do nosso presidente em exercício, o Milton, é essencial para a troca de experiência, esclarecimentos e a construção da educação pública que sonhamos”, conclui. O Professor Milton Pinheiro, presidente em exercício do ANDES-SN, cumpriu outras agendas em Dourados, como a visita a mobilização na UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), que foi ocupada por estudantes do curso de Licenciatura em Educação do Campo (LEDUC). A ocupação foi necessária diante da falta de recursos para garantia das próximas etapas do curso e a inercia da interventoria para apresentar soluções. Também foi a sede do Dourados News para conceder entrevista sobre a visita organizada pela Aduems.

O retrocesso da proposta do Reuni Digital!

O retrocesso da proposta do Reuni Digital!

O governo Bolsonaro, através do Ministério da Educação, anunciou nesta segunda-feira (30), o lançamento do Reuni Digital, proposta que tem como eixos norteadores a expansão de vagas, via Educação a Distância (EaD), como, também, a criação de uma Universidade Federal Digital. Importante lembrar que muito antes da pandemia o governo Bolsonaro, no mesmo ano de um gigantesco corte no orçamento das universidades, institutos federais e CEFET’s, publicou a Portaria nº 2.117/2019, que alterava de 20% para 40% a possibilidade de carga horária de EaD (Ensino a Distância) em cursos presenciais de graduação. Ainda estamos passando por uma pandemia, que, como marca trágica, levou ao óbito mais de 600 mil pessoas, além da fome e o desemprego, escancarando a enorme desigualdade social, territorial e tecnológica de nosso país. O governo Bolsonaro, na medida em que sabotava a vacinação da sociedade, atacava os protocolos sanitários, dificultando o retorno presencial seguro, além de avançar na agenda do projeto do capital para a educação. Na mesma linha de nosso sindicato nacional, o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), nós da Aduems, reafirmamos que defendemos um plano sanitário, com o intuito da garantia do retorno presencial seguro, pois não aceitamos o que o governo Bolsonaro e os empresários da educação querem ao se aproveitar da situação da aula remota emergencial para normatizar esse quadro, substituindo gradativamente a aula presencial por aula remota. Em agosto de 2021 já denunciávamos esse ataque do governo inimigo da educação pública. A proposta de Reuni Digital acaba por atacar o tripé ensino, pesquisa e extensão, intensificando a concepção da educação superior como mercadoria e não como direito social. Da mesma forma, desconsidera o papel importante da vivência dos espaços universitários, essencial para a formação dos e das estudantes. Importa registrar que bem distante da anunciada preocupação do governo em atingir metas de matriculas e de escolarização, contidas no Plano Nacional de Educação 2014-2024, o que se vislumbra é o reforço do eixo desse governo, que a universidade tem que ser para poucos. Fonte: Andes com informações da Aduems.

Não ao Ensino Domiciliar!

Não ao Ensino Domiciliar!

O ensino domiciliar, também chamado de homeschooling, voltou a ganhar holofotes com a aprovação na Câmara dos Deputados do projeto de lei que regulamenta o modelo de educação. A regulamentação possibilita a proliferação de escolas informais pelo país e limita a possibilidade de que casos de vulnerabilidades sociais, abusos e violência domiciliar sejam identificados e encaminhados para os órgãos responsáveis. Hoje, altas taxas de violência e abuso sexual e de trabalho infantil acontecem dentro do ambiente familiar e doméstico. Segundo as estimativas do Ministério da Saúde, 68% dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes acontece em ambiente doméstico. A educação precisa de agentes sociais: a família, a escola e a sociedade como um todo. É uma rede de interações educativas que precisam correr, que vão além da aprendizagem de conteúdo, mas também da vida social, do respeito ao outro e da convivência. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei 9.394/1996, disciplina, de acordo com o art. 1o, § 1o, a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias, dando sentido sistemático ao postulado constitucional (art. 205) e legal de que a educação é atribuição do Estado e da família. Por fim, a defesa do ensino domiciliar é sintoma de uma sociedade cada vez mais individualista que desacredita nas construções coletivas, como a educação. Consequentemente, defender a educação domiciliar é negar que a educação está diretamente relacionada com a formação de uma sociedade plural e mais inclusiva, que aceita as diferenças e a diversidade de concepções. A educação domiciliar, portanto, é contrária à própria democracia.

CCJ vota cobrança de mensalidade em universidade pública, sob protestos da oposição e entidades

CCJ vota cobrança de mensalidade em universidade pública, sob protestos da oposição e entidades

PEC de autoria de general bolsonarista é relatada por Kim Kataguiri, que também é favorável ao projeto A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 206/19, que determina que as universidades públicas deverão cobrar mensalidades dos alunos, será analisada na tarde desta terça-feira (24) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados. Nós da ADUEMS, somamos as entidades estudantis, deputados e senadores que protestam contra esta iniciativa absurda. De acordo com o texto, a gratuidade será mantida apenas para estudantes comprovadamente carentes, definidos por comissão de avaliação da própria universidade, com base em valores mínimo e máximo estabelecidos pelo Ministério da Educação. A CCJ vai analisar a admissibilidade do texto a partir das 13h desta terça, horário agendado para a sessão da comissão. Caso a proposta seja aprovada, será criada uma comissão especial para debater e votar o mérito da proposta, que depois terá que passar pelo Plenário da Câmara. O deputado General Peternelli (PSL-SP) é o autor da PEC e afirma que a gratuidade atual gera distorções graves na sociedade, o que é inadmissível, pois não podemos transferir para os alunos e alunas o que é responsabilidade do Governo. Nossa luta sempre foi e será por uma educação pública de qualidade, que valorize os profissionais da educação e seja gratuita para a população que já paga altos impostos no país. Com uma declaração que vai totalmente contra os princípios que defendemos de acesso à educação, o relator do texto, que é o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), votou pela admissibilidade da PEC afirmando que "O núcleo do direito fundamental social à educação é, portanto, a educação gratuita de ensino fundamental, porque é este tipo de educação que permite que a pessoa tenha sua formação básica e ascenda aos outros níveis de ensino. No ensino superior, o aluno já é adulto e muitas vezes pode conciliar trabalho e estudo”. Hoje iniciamos uma grande campanha de mobilização contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 206/19 e contamos com todos e todas para pressionarmos os nossos Deputados Federais e Senadores de Mato Grosso do Sul e de todo Brasil!

Nota de apoio a Greve dos servidores do Instituto Federal de Educação de Mato Grosso do Sul

Nota de apoio a Greve dos servidores do Instituto Federal de Educação de Mato Grosso do Sul

Lutar por melhorias e valorização é um direito de todos os trabalhadores e trabalhadoras! A Aduems vem por meio desta nota pública manifestar seu apoio aos servidores do Instituto Federal de Educação de Mato Grosso do Sul, que deliberaram pela adesão à greve nacional da categoria a partir desta segunda-feira (23). De acordo com o Sinasefe/MS, sindicato que representa o setor no estado, o movimento abrange tanto o Instituto Federal como o Colégio Militar de Campo Grande e a pauta do movimento é o reajuste salarial. Segundo a entidade os servidores estão como uma grande defasagem salarial e a situação tem se agravado nos últimos meses com a alta inflacionária que tem corroído o poder de compra dos salários de forma significativa. Os servidores federais estão reivindicando uma reposição salarial de 19,99% e outros setores do funcionalismo também poderão aderir ao movimento no estado, além do Instituto Federal de Educação. Estendemos nosso apoio ao Sinasefe/MS que representa sindicalmente a luta da categoria em MS. Reforçamos que a greve é um instrumento constitucional e que os trabalhadores e trabalhadoras possuem total direito de batalhar pelos seus direitos e valorização. Esperamos que os servidores e servidoras sejam vitoriosos em sua caminhada e conquistem o reajuste salarial almejado!