Professora que perdeu irmão para Covid alerta sobre importância da vacina e das medidas de proteção

Giuliana de Faria, dos cursos de Administração Pública e Turismo na UEMS, fala sobre a negligência do governo e a necessidade dos cuidados para evitar a Covid

A professora Dra. Guiliana Mendonça de Faria, que leciona nos cursos de Administração Pública e de Turismo da UEMS, tem se posicionado contra o negacionismo do governo Jair Bolsonaro em relação à Covid-19 e alertado as pessoas sobre a necessidade de tomar a vacina, sobretudo depois que perdeu seu único irmão, Luiz Maurício de Faria, 48, devido à doença, em julho. Nos atos contra Bolsonaro e durante sua vacinação, Giuliana levou cartazes lembrando o fato.


“Meu irmão tinha 48 anos, praticava esportes, estava fazendo tratamento com uma nutróloga, tinha emagrecido, estava mantendo uma vida saudável. Ele morava em Ribeirão Preto, estado de São Paulo”, explica Giuliana, alertando que não só pessoas que se enquadram nos chamados “grupos de risco” ou com comorbidades estão sujeitas à morte pelo coronavírus.


Giuliana também destaca um problema recorrente que costumava ocorrer principalmente no momento anterior à chegada das vacinas: a prescrição, por parte de profissionais da saúde, de medicamentos ineficazes contra a doença. “Ele voltou na Unimed, deram para ele a higromicina, ivermectina e mais um monte de remédios. Deram o tal do kit do Bolsonaro, que ele era totalmente contra, não acreditava, mas na hora do desespero, eu acho que a gente faz qualquer coisa”, aponta. “Ele queria muito vacinar, tinha muito medo de pegar Covid”.


Ela lamenta também a interrupção dos sonhos de seu irmão, que vinha conquistando vários objetivos em sua vida. “Dois filhos pequenos, um empreendedor de sucesso, estava há quatro ou cinco anos com a empresa dele. Crescendo a cada dia mais e muito bem estabilizado, já estava começando um outro negócio, um outro empreendimento. Uma vida inteira pela frente e vem dessa maneira estúpida, essa doença”.


Giuliana chama também atenção para a atuação de Bolsonaro, que favoreceu o cenário de mais de 600 mil pessoas mortas. “É um absurdo um presidente da República participar de aglomerações, não usar máscara, rir das pessoas, imitar nas lives as pessoas agonizando por falta de ar. Meu irmão ficou entubado, teve oxigênio, mas imagina as pessoas que não tiveram acesso a isso”.



Por Norberto Liberator (Assessoria de Comunicação - ADUEMS)