O retrocesso da proposta do Reuni Digital!

Atualizado: 1 de jun.



O governo Bolsonaro, através do Ministério da Educação, anunciou nesta segunda-feira (30), o lançamento do Reuni Digital, proposta que tem como eixos norteadores a expansão de vagas, via Educação a Distância (EaD), como, também, a criação de uma Universidade Federal Digital.

Importante lembrar que muito antes da pandemia o governo Bolsonaro, no mesmo ano de um gigantesco corte no orçamento das universidades, institutos federais e CEFET’s, publicou a Portaria nº 2.117/2019, que alterava de 20% para 40% a possibilidade de carga horária de EaD (Ensino a Distância) em cursos presenciais de graduação. Ainda estamos passando por uma pandemia, que, como marca trágica, levou ao óbito mais de 600 mil pessoas, além da fome e o desemprego, escancarando a enorme desigualdade social, territorial e tecnológica de nosso país.


O governo Bolsonaro, na medida em que sabotava a vacinação da sociedade, atacava os protocolos sanitários, dificultando o retorno presencial seguro, além de avançar na agenda do projeto do capital para a educação. Na mesma linha de nosso sindicato nacional, o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), nós da Aduems, reafirmamos que defendemos um plano sanitário, com o intuito da garantia do retorno presencial seguro, pois não aceitamos o que o governo Bolsonaro e os empresários da educação querem ao se aproveitar da situação da aula remota emergencial para normatizar esse quadro, substituindo gradativamente a aula presencial por aula remota.


Em agosto de 2021 já denunciávamos esse ataque do governo inimigo da educação pública. A proposta de Reuni Digital acaba por atacar o tripé ensino, pesquisa e extensão, intensificando a concepção da educação superior como mercadoria e não como direito social. Da mesma forma, desconsidera o papel importante da vivência dos espaços universitários, essencial para a formação dos e das estudantes.


Importa registrar que bem distante da anunciada preocupação do governo em atingir metas de matriculas e de escolarização, contidas no Plano Nacional de Educação 2014-2024, o que se vislumbra é o reforço do eixo desse governo, que a universidade tem que ser para poucos.


Fonte: Andes com informações da Aduems.