Aduems participa de atos contra Bolsonaro em MS

Manifestações pedem comida no prato, vacina no braço e “Fora Bolsonaro”

No último sábado (3), houve protestos pelo impeachment de Bolsonaro em todo o Brasil. Os atos foram convocados após o escândalo envolvendo o superfaturamento em doses da vacina Covaxin, e pediram, além da saída do presidente, também a vacinação em massa e o auxílio emergencial de 600 reais.


Em Campo Grande, centenas de pessoas se concentraram na Praça do Rádio e percorreram o centro da cidade. O vice-presidente da Aduems, professor Dr. Volmir Cardoso Pereira, afirma que a manifestação foi fundamental para denunciar nas ruas os crimes do atual presidente. "Este governo é incapaz de resolver a questão das vacinas, o desemprego e os problemas sociais do Brasil. Ao contrário, cada vez mais o povo vai percebendo que o governo está envolvido em corrupção, inclusive, corrupção na compra de vacinas, o que é profundamente imoral”.


Volmir também destaca que, além do genocídio e da corrupção, o governo Bolsonaro aplica um projeto de poder neoliberal que ataca os direitos dos trabalhadores. “Nossa ida às ruas foi importante também para denunciar o desmonte do serviço público, previsto na 'reforma administrativa' de Paulo Guedes. O ato foi pacífico, com todos usando máscaras e respeitando o distanciamento durante a passeata pelo centro da cidade”.


Em Dourados, houve concentração em frente à Prefeitura, com exibição de faixas e cartazes, que contavam com pedidos pelo impeachment e contra privatizações. Também houve um carro de som, com músicas de protesto e spot, além de falas dos manifestantes. A presidente da Aduems, professora Dra. Cássia Reis, destacou a importância de atos como este. “Fizemos um movimento organizado e com pautas específicas para alertar a população. A situação do país está caótica e precisamos levantar o debate para buscar a retomada do Brasil”.


Cássia também relata que o protesto foi tranquilo, embora tenha havido uma tentativa de atrapalhá-lo. “Em uma loja na frente da rotatória, depois que a gente começou, colocaram um som bem alto tocando o Hino Nacional. Então, ficou rodando por um bom tempo. A gente não entrou em atrito, só usou o microfone para falar que agradecíamos o companheiro por colocar o Hino Nacional, porque o hino é do povo e ele estava contribuindo para a manifestação. Logo após nossa fala, ele fechou a loja. Então foi bastante interessante, colocou o Hino Nacional achando que ia nos afetar, e acabou que cantamos o hino junto”, afirma.


Norberto Liberator (jornalista da ADUEMS)